domingo, 8 de setembro de 2013

Capítulos de hoje 08/09/13: LUCAS 05,06,07 e 08

Lucas 5:1-39
1 - E ACONTECEU que, apertando-o a multidão, para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré;
2 - E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes.
3 - E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão.
4 - E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.
5 - E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.
6 - E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede.
7 - E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique.
8 - E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador.
9 - Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito.
10 - E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens.
11 - E, levando os barcos para terra, deixaram tudo, e o seguiram.
12 - E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me.
13 - E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.
14 - E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote, e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho.
15 - A sua fama, porém, se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades.
16 - Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava.
17 - E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar.
18 - E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico, e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele.
19 - E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus.
20 - E, vendo ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados.
21 - E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?
22 - Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu, e disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações?
23 - Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?
24 - Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.
25 - E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus.
26 - E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios.
27 - E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me.
28 - E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.
29 - E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa.
30 - E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?
31 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;
32 - Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.
33 - Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem?
34 - E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles?
35 - Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão.
36 - E disse-lhes também uma parábola: Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha.
37 - E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão;
38 - Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão.
39 - E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.

Lucas 6:1-49
1 - E ACONTECEU que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam.
2 - E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados?
3 - E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
4 - Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes?
5 - E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.
6 - E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada.
7 - E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar.
8 - Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé.
9 - Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar?
10 - E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.
11 - E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.
12 - E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
13 - E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:
14 - Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;
15 - Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;
16 - E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
17 - E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades,
18 - Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados.
19 - E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos.
20 - E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
21 - Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
22 - Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
23 - Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.
24 - Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação.
25 - Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
26 - Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.
27 - Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
28 - Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
29 - Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
30 - E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
31 - E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
32 - E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
33 - E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
34 - E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
35 - Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
36 - Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37 - Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
38 - Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
39 - E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?
40 - O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.
41 - E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
42 - Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
43 - Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
44 - Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
45 - O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.
46 - E por que me chamais, SENHOR, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
47 - Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
48 - É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
49 - Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.


Lucas 7:1-50
1 - E, DEPOIS de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.
2 - E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo.
3 - E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.
4 - E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto,
5 - Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
6 - E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.
7 - E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
8 - Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.
9 - E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
10 - E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.
11 - E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
12 - E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
13 - E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
14 - E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.
15 - E entregou-o a sua mãe.
16 - E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
17 - E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.
18 - E os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas.
19 - E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?
20 - E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?
21 - E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos.
22 - Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.
23 - E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar.
24 - E, tendo-se retirado os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? uma cana abalada pelo vento?
25 - Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais.
26 - Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.
27 - Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, O qual preparará diante de ti o teu caminho.
28 - E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele.
29 - E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus.
30 - Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.
31 - E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes?
32 - São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.
33 - Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio;
34 - Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.
35 - Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
36 - E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
37 - E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;
38 - E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.
39 - Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40 - E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
41 - Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta.
42 - E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?
43 - E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
44 - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos.
45 - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
46 - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.
47 - Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48 - E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49 - E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
50 - E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Lucas 8:1-56
1 - E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele,
2 - E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
3 - E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens.
4 - E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola:
5 - Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram;
6 - E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade;
7 - E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram;
8 - E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
9 - E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?
10 - E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.
11 - Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;
12 - E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo;
13 - E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam;
14 - E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição;
15 - E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança.
16 - E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz.
17 - Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz.
18 - Vede, pois, como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado.
19 - E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão.
20 - E foi-lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te.
21 - Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.
22 - E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos, e disse-lhes: Passemos para o outro lado do lago. E partiram.
23 - E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água, estando em perigo.
24 - E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança.
25 - E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
26 - E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia.
27 - E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros.
28 - E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.
29 - Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso, com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos.
30 - E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios.
31 - E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo.
32 - E andava ali pastando no monte uma vara de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho.
33 - E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago, e afogou-se.
34 - E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram, e foram anunciá-lo na cidade e nos campos.
35 - E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram.
36 - E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado.
37 - E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque estavam possuídos de grande temor. E entrando ele no barco, voltou.
38 - E aquele homem, de quem haviam saído os demônios, rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:
39 - Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.
40 - E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando.
41 - E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa;
42 - Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão.
43 - E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada,
44 - Chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue.
45 - E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
46 - E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.
47 - Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara.
48 - E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
49 - Estando ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.
50 - Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva.
51 - E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina.
52 - E todos choravam, e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.
53 - E riam-se dele, sabendo que estava morta.
54 - Mas ele, pondo-os todos fora, e pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina.
55 - E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.
56 - E seus pais ficaram maravilhados; e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido.

Aline Barros - Santidade

Salmos 82 08/09/13

1 - DEUS está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses.
2 - Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
3 - Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
4 - Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5 - Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam.
6 - Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.
7 - Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.
8 - Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações.

sábado, 7 de setembro de 2013

Capítulos de hoje 07/09/13: LUCAS 01,02,03 e 04

Lucas 1:1-80
1 - TENDO, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram,
2 - Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra,
3 - Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio;
4 - Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.
5 - Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
6 - E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.
7 - E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.
8 - E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,
9 - Segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.
10 - E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso.
11 - E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.
12 - E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele.
13 - Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.
14 - E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,
15 - Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.
16 - E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR seu Deus,
17 - E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
18 - Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade.
19 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.
20 - E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.
21 - E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.
22 - E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por acenos, e ficou mudo.
23 - E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.
24 - E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:
25 - Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.
26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 - A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 - E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.
30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
31 - E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 - Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 - E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?
35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 - E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
37 - Porque para Deus nada é impossível.
38 - Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
39 - E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,
40 - E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.
41 - E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.
42 - E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.
43 - E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
44 - Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.
45 - Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
46 - Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 - E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
48 - Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 - Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.
50 - E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
51 - Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
52 - Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
53 - Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
54 - Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
55 - Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre.
56 - E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.
57 - E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.
58 - E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela.
59 - E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.
60 - E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João.
61 - E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome.
62 - E perguntaram por acenos ao pai como queria que lhe chamassem.
63 - E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam.
64 - E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.
65 - E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas estas coisas.
66 - E todos os que as ouviam as conservavam em seus corações, dizendo: Quem será, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.
67 - E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo:
68 - Bendito o Senhor Deus de Israel, Porque visitou e remiu o seu povo,
69 - E nos levantou uma salvação poderosa Na casa de Davi seu servo.
70 - Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;
71 - Para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam;
72 - Para manifestar misericórdia a nossos pais, E lembrar-se da sua santa aliança,
73 - E do juramento que jurou a Abraão nosso pai,
74 - De conceder-nos que, Libertados da mão de nossos inimigos, o serviríamos sem temor,
75 - Em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.
76 - E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos;
77 - Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, Na remissão dos seus pecados;
78 - Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, Com que o oriente do alto nos visitou;
79 - Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.
80 - E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.


Lucas 2:1-52
1 - E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse
2 - (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).
3 - E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.
4 - E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
5 - A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 - E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
7 - E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
8 - Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.
9 - E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
10 - E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
11 - Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
12 - E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.
13 - E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:
14 - Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.
15 - E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.
16 - E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.
17 - E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;
18 - E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.
19 - Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração.
20 - E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito.
21 - E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.
22 - E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor
23 - (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor);
24 - E para darem a oferta segundo o disposto na lei do SENHOR: Um par de rolas ou dois pombinhos.
25 - Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 - E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.
27 - E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
28 - Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
29 - Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
30 - Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
31 - A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
32 - Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.
33 - E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.
34 - E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado
35 - (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 - E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade;
37 - E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.
38 - E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.
39 - E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.
40 - E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
41 - Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
42 - E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
43 - E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
44 - Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;
45 - E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.
46 - E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.
47 - E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.
48 - E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.
49 - E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?
50 - E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.
51 - E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.
52 - E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.


Lucas 3:1-38
1 - E NO ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos presidente da Judéia, e Herodes tetrarca da Galiléia, e seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene,
2 - Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias.
3 - E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;
4 - Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas.
5 - Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão;
6 - E toda a carne verá a salvação de Deus.
7 - Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
8 - Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.
9 - E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.
10 - E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?
11 - E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
12 - E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13 - E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado.
14 - E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.
15 - E, estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo,
16 - Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
17 - Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.
18 - E assim, admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.
19 - Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito,
20 - Acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere.
21 - E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu;
22 - E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
23 - E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Heli,
24 - E Heli de Matã, e Matã de Levi, e Levi de Melqui, e Melqui de Janai, e Janai de José,
25 - E José de Matatias, e Matatias de Amós, e Amós de Naum, e Naum de Esli, e Esli de Nagaí,
26 - E Nagaí de Máate, e Máate de Matatias, e Matatias de Semei, e Semei de José, e José de Jodá,
27 - E Jodá de Joanã, e Joanã de Resá, e Resá de Zorobabel, e Zorobabel de Salatiel, e Salatiel de Neri,
28 - E Neri de Melqui, e Melqui de Adi, e Adi de Cosã, e Cosã de Elmadã, e Elmadã de Er,
29 - E Er de Josué, e Josué de Eliézer, e Eliézer de Jorim, e Jorim de Matã, e Matã de Levi,
30 - E Levi de Simeão, e Simeão de Judá, e Judá de José, e José de Jonã, e Jonã de Eliaquim,
31 - E Eliaquim de Meleá, e Meleá de Mená, e Mená de Matatá, e Matatá de Natã, e Natã de Davi,
32 - E Davi de Jessé, e Jessé de Obede, e Obede de Boaz, e Boaz de Salá, e Salá de Naassom,
33 - E Naassom de Aminadabe, e Aminadabe de Arão, e Arão de Esrom, e Esrom de Perez, e Perez de Judá,
34 - E Judá de Jacó, e Jacó de Isaque, e Isaque de Abraão, e Abraão de Terá, e Terá de Nacor,
35 - E Nacor de Seruque, e Seruque de Ragaú, e Ragaú de Fáleque, e Fáleque de Éber, e Éber de Salá,
36 - E Salá de Cainã, e Cainã de Arfaxade, e Arfaxade de Sem, e Sem de Noé, e Noé de Lameque,
37 - E Lameque de Matusalém, e Matusalém de Enoque, e Enoque de Jarete, e Jarete de Maleleel, e Maleleel de Cainã,
38 - E Cainã de Enos, e Enos de Sete, e Sete de Adão, e Adão de Deus.

Lucas 4:1-44
1 - E JESUS, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;
2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.
5 - E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
6 - E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 - Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
9 - Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
10 - Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
11 - E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.
13 - E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
14 - Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
15 - E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado.
16 - E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.
17 - E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:
18 - O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,
19 - A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR.
20 - E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 - Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.
22 - E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?
23 - E ele lhes disse: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum.
24 - E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
25 - Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;
26 - E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva.
27 - E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio.
28 - E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.
29 - E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.
30 - Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.
31 - E desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.
32 - E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.
33 - E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz,
34 - Dizendo: Ah! que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus.
35 - E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal.
36 - E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?
37 - E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca.
38 - Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela.
39 - E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.
40 - E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava.
41 - E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.
42 - E, sendo já dia, saiu, e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava, e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles.
43 - Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.
44 - E pregava nas sinagogas da Galiléia.

Posso Casar Novamente Se Meu Cônjuge Se Divorciar de Mim e Casar Com Outra Pessoa?

Não. Eu sei que meu padrão de obediência cristã aqui é incrivelmente alto e difícil. Mas eu não ignoro o fato de que eu tenho quatro filhos e uma filha, e qualquer um deles, em algum ponto na vida, pode passar por um divórcio. Então eu, como um pai, seria confrontado com as implicações dessa resposta.
Minha posição é que cônjuges divorciados devem permanecer solteiros enquanto seu primeiro cônjuge for vivo.
A razão pela qual me posiciono assim é que isso testifica, através de um ministério alegre e comprometido para solteiros — e não moroso — quão altamente a aliança do casamento, imagem da aliança entre Cristo e a igreja, deve ser estimada. É uma clara afirmação de que Jesus verdadeiramente ama sua igreja e sua igreja verdadeiramente o ama. E essa é uma imagem inquebrável da aliança.
Estou disposto a tomar esta posição, porque quero dizer em alto e bom som, para esta cultura pronta para o divórcio e para o casar-se novamente, que ela não está dizendo a verdade sobre a aliança de Cristo com sua noiva. Ele nunca se divorcia dela. E ela nunca se divorcia dele. É uma aliança eterna e, portanto, faríamos bem em testificar disso com esse belo tipo de decisão.


O Evangelho Segundo LUCAS

AUTOR E OBJETIVO DO EVANGELHO
Entre os quatro evangelistas, é Lucas quem mais se aproxima do conceito atual de historiador. Cuidadoso no seu trabalho, é provável que ao começar a prepará-lo já teve a previsão da publicação de uma obra em dois volumes. O primeiro é o Evangelho que leva o seu nome; o segundo, Atos dos Apóstolos.
Com a publicação desses livros, o autor quis transmitir uma mensagem de valor universal: que Jesus, o “Filho do Altíssimo” (1.32), representa o último capítulo do desenvolvimento da humanidade; e que a sua existência terrena, manifesta sob a denominação de “Filho do Homem” (6.22), significa que Deus veio estabelecer o seu Reino entre nós e que nos convida a participar dessa realidade nova e definitiva (17.20-21).
Desde o prólogo do Evangelho (1.1-4), Lucas revela uma grande preocupação de referir em detalhes “uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram” (1.1). E mesmo que ele não tenha vivido pessoalmente o acontecimento de Cristo, trata de proclamá-lo “conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares” (1.2). Com esse objetivo, havia-se entregado de antemão a uma “acurada investigação de tudo desde sua origem” (1.3).
Igualmente, como faria mais tarde ao compor o livro dos Atos dos Apóstolos, também agora dedica Lucas o seu “primeiro livro” (At 1.1) a um personagem de destaque chamado Teófilo, acerca de quem não nos chegou maior informação. Apenas o conhecemos por essas dedicatórias, que, na moldura dos seus respectivos prólogos (Lc 1.1-4; At 1.1-5), correspondem às formas literárias usuais entre os escritores gregos de então.
Lucas, certamente, preocupou-se em narrar de maneira inteligente e ordenada tudo quanto sabia acerca da pessoa e do ministério de Jesus. Entretanto, não é menos certo que, em sentido estrito, nunca pretendeu escrever uma biografia, senão um Evangelho. A sua intenção não esteve simplesmente orientada para dar a conhecer a vida, as características pessoais e a atividade de Jesus em meio à multiplicidade de situações religiosas, políticas e sociais em que se desenvolve o drama humano. Lucas, o evangelista, escreve desde a fé e para a fé, oferecendo com isso um testemunho pessoal de que Jesus é o Messias que veio a dar cumprimento perfeito ao plano salvador preparado por Deus antes de todos os tempos.


CARACTERÍSTICAS TEOLÓGICAS E LITERÁRIAS
O Evangelho Segundo Lucas (Lc) ajusta-se, em termos gerais, aos esquemas de Mateus e de Marcos. Sendo assim, é preciso acrescentar que Lucas trabalhou e poliu o seu texto com especial esmero. Do ponto de vista literário, grande parte dos materiais redacionais comuns aos três Evangelhos sinóticos encontra-se mais depurada no terceiro Evangelho do que nos dois primeiros. Isso é possível graças ao domínio que Lucas possui do idioma e a riqueza do vocabulário que maneja. A amplitude dos seus recursos estilísticos manifesta-se, inclusive, quando, a fim de reproduzir com fidelidade determinadas formas da fala popular aramaica (sobretudo em discursos de Jesus), introduz conscientemente semitismos ou palavras gregas que se distanciam do habitual nível culto dele.
A partir do prólogo, o texto de Lucas pode-se distribuir em cinco seções:
A primeira seção (1.5—2.52), sem paralelo em Mateus e Marcos, contém os relatos entrelaçados do nascimento de João Batista e de Jesus. Ocorrem aqui algumas circunstâncias que os tornam semelhantes: a apresentação de dados históricos (1.5 e 2.1-5); a aparição do anjo Gabriel a Zacarias e Maria (1.19 e 1.26); as respectivas mensagens de que o anjo é portador (1.11-20 e 1.26-38); os cânticos de Maria e Zacarias em louvor ao Senhor (1.46-55 e 1.67-79); o nascimento de João e o de Jesus e a circuncisão de ambos em cumprimento do que foi estabelecido pela Lei mosaica (1.57-59 e 2.21-24).
Começa a segunda seção (3.1—4.13) situando historicamente (3.1-2) um conjunto de fatos: a pregação e o encarceramento de João Batista (3.1-20), o batismo de Jesus (3.21-22) e a tentação no deserto (4.1-13). Lucas, tal qual Mateus (Mt 1.1-17), insere uma genealogia; mas, em lugar de limitá-la à ascendência hebraica de Jesus, a faz remontar até Adão (3.23-38), para dar ênfase ao caráter universal da obra do Senhor.
A terceira seção do Evangelho (4.14—9.50) compreende o ministério público de Jesus na Galiléia, onde ensinou, pregou, reuniu os seus discípulos, curou a enfermos e possessos, fez milagres e anunciou que haveria de sofrer, morrer e ressuscitar. Há aqui textos muito importantes: a parábola do semeador (8.4-15), a ressurreição da filha de Jairo (8.40-56), a confissão de Pedro (9.18-20) e a transfiguração do Senhor (9.28-36). Também temos aqui relatos que Mateus e Marcos não incluem, como a ressurreição do filho da viúva de Naim (7.11-17) e a visita do Senhor à casa de Simão, o fariseu (7.36-50).
Na quarta seção (9.51—19.27) agrupam-se numerosas passagens exclusivas deste terceiro Evangelho. Entre outras, uma série de parábolas muito conhecidas: o bom samaritano (10.25-37), a figueira estéril (13.6-9), a grande ceia (14.15-24), o filho pródigo (15.11-32), o rico e Lázaro (16.19-31), a viúva e o juiz iníquo (18.1-8), o fariseu e o publicano (18.9-14) e as dez minas (19.11-27).
A quinta seção (19.28—24.53) narra os acontecimentos finais da vida terrena de Jesus. São os seus últimos dias, que têm Jerusalém por cenário único. Todos os fatos ocorrem nessa cidade, desde o dia em que o povo recebe em triunfo o Senhor (19.28-38) até que é preso, processado, crucificado, morto e sepultado.
Os sofrimentos, a morte e a ressurreição do Senhor (22.47—24.49) constituem o ponto culminante do relato dos quatro Evangelhos, cada um dos quais traz alguma informação exclusiva que não se encontra nos demais. No caso de Lucas, destaca-se como informação própria a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos no caminho de Emaús (24.13-35).


LEITORES, LUGAR E DATA DA COMPOSIÇÃO
O presente Evangelho foi escrito para cristãos de procedência gentílica. Desde a Antigüidade tem-se mantido como critério praticamente unânime a identificação do seu autor com Lucas, o companheiro de Paulo (2Tm 4.11; Fm 24), a quem este se refere em Cl 4.14 como o “médico amado”. Nenhum outro dado, porém, em relação ao nosso evangelista foi registrado no Novo Testamento. Assim ignora-se em que lugar e em que tempo foi redigido o Evangelho. Somente a título de hipótese têm-se apontado lugares tão diversos como Corinto, Éfeso e Roma e datas que vão desde o ano 60 até 95.



ESBOÇO:
Prólogo (1.1-4)
1. Infância de João Batista e de Jesus (1.5—2.52)
a. Os anúncios do anjo (1.5-38)
b. Nascimento de João e de Jesus (1.39—2.20)
c. Infância de Jesus (2.21-52)
2. Preparação do ministério de Jesus (3.1—4.13)
3. Ministério de Jesus na Galiléia (4.14—9.50)
a. Atividades de Jesus (4.14—7.17)
b. Jesus e João Batista (7.18-35)
c. Atividades e ensinamentos (7.36—9.17)
d. Jesus, o Cristo de Deus (9.18-50)
4. A viagem a Jerusalém (9.51—19.27)
5. Ministério de Jesus em Jerusalém (19.28—21.38)
6. Semana da paixão (22.1—24.12)
a. A véspera da crucifixão (22.1—22.62)
b. Paixão, morte e ressurreição (22.63—24.12)
7. Jesus ressuscitado (24.13-53)

LUCAS

Evangelho segundo LUCAS

Salmo: 1 salmo por dia 


Aline Barros - Digno é o Senhor

Salmos 81 07/09/13

1 - EXULTAI a Deus, nossa fortaleza; jubilai ao Deus de Jacó.
2 - Tomai um salmo, e trazei junto o tamborim, a harpa suave e o saltério.
3 - Tocai a trombeta na lua nova, no tempo apontado da nossa solenidade.
4 - Porque isto era um estatuto para Israel, e uma lei do Deus de Jacó.
5 - Ordenou-o em José por testemunho, quando saíra pela terra do Egito, onde ouvi uma língua que não entendia.
6 - Tirei de seus ombros a carga; as suas mãos foram livres dos cestos.
7 - Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá. (Selá.)
8 - Ouve-me, povo meu, e eu te atestarei: Ah, Israel, se me ouvires!
9 - Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho.
10 - Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e ta encherei.
11 - Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis.
12 - Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos.
13 - Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!
14 - Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários.
15 - Os que odeiam ao SENHOR ter-se-lhe-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno.
16 - E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Capítulos de hoje 06/09/13: Marcos 13,14,15 e 16

Marcos 13:1-37
1 - E, SAINDO ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!
2 - E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.
3 - E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular:
4 - Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.
5 - E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;
6 - Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
7 - E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
8 - Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores.
9 - Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.
10 - Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.
11 - Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 - E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer.
13 - E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.
14 - Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.
15 - E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa;
16 - E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes.
17 - Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias!
18 - Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno.
19 - Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.
20 - E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.
21 - E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis.
22 - Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.
23 - Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo.
24 - Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz.
25 - E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas.
26 - E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.
27 - E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.
28 - Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.
29 - Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.
30 - Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.
31 - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
32 - Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
33 - Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.
34 - É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.
35 - Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
36 - Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
37 - E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.



Marcos 14:1-72
1 - E DALI a dois dias era a páscoa, e a festa dos pães ázimos; e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam.
2 - Mas eles diziam: Não na festa, para que porventura não se faça alvoroço entre o povo.
3 - E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
4 - E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de ungüento?
5 - Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.
6 - Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra.
7 - Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.
8 - Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.
9 - Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.
10 - E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar.
11 - E eles, ouvindo-o, folgaram, e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna.
12 - E, no primeiro dia dos pães ázimos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?
13 - E enviou dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem, que leva um cântaro de água, vos encontrará; segui-o.
14 - E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?
15 - E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado e preparado; preparai-a ali.
16 - E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a páscoa.
17 - E, chegada a tarde, foi com os doze.
18 - E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me.
19 - E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Sou eu? E outro disse: Sou eu?
20 - Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que põe comigo a mão no prato.
21 - Na verdade o Filho do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.
22 - E, comendo eles, tomou Jesus pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
23 - E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele.
24 - E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado.
25 - Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber, novo, no reino de Deus.
26 - E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
27 - E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.
28 - Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galiléia.
29 - E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.
30 - E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.
31 - Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.
32 - E foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro.
33 - E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se.
34 - E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai.
35 - E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.
36 - E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.
37 - E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora?
38 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39 - E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
40 - E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados, e não sabiam o que responder-lhe.
41 - E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
42 - Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai.
43 - E logo, falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus.
44 - Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança.
45 - E, logo que chegou, aproximou-se dele, e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o.
46 - E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam.
47 - E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe uma orelha.
48 - E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador?
49 - Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram.
50 - Então, deixando-o, todos fugiram.
51 - E um certo jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão.
52 - Mas ele, largando o lençol, fugiu nu.
53 - E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
54 - E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
55 - E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
56 - Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
57 - E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
58 - Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
59 - E nem assim o seu testemunho era coerente.
60 - E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
61 - Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
62 - E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
63 - E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
64 - Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
65 - E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.
66 - E, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote;
67 - E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus Nazareno.
68 - Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou.
69 - E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais.
70 - Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque és também galileu, e tua fala é semelhante.
71 - E ele começou a praguejar, e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais.
72 - E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, retirando-se dali, chorou.



Marcos 15:1-47
1 - E, LOGO ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos.
2 - E Pilatos lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes.
3 - E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas; porém ele nada respondia.
4 - E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti.
5 - Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.
6 - Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem.
7 - E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte.
8 - E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito.
9 - E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?
10 - Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.
11 - Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás.
12 - E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis, pois, que faça daquele a quem chamais Rei dos Judeus?
13 - E eles tornaram a clamar: Crucifica-o.
14 - Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o.
15 - Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás e, açoitado Jesus, o entregou para ser crucificado.
16 - E os soldados o levaram dentro à sala, que é a da audiência, e convocaram toda a coorte.
17 - E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
18 - E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus!
19 - E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele e, postos de joelhos, o adoraram.
20 - E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes; e o levaram para fora a fim de o crucificarem.
21 - E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.
22 - E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira.
23 - E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou.
24 - E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes, para saber o que cada um levaria.
25 - E era a hora terceira, e o crucificaram.
26 - E por cima dele estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.
27 - E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda.
28 - E cumprindo-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.
29 - E os que passavam blasfemavam dele, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas,
30 - Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.
31 - E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo.
32 - O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam.
33 - E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
34 - E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35 - E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por Elias.
36 - E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo.
37 - E Jesus, dando um grande brado, expirou.
38 - E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.
39 - E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
40 - E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
41 - As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galiléia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém.
42 - E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 - Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.
44 - E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido.
45 - E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José;
46 - O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro.
47 - E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.


Marcos 16:1-20
1 - E, PASSADO o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.
2 - E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol.
3 - E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?
4 - E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande.
5 - E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas.
6 - Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram.
7 - Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
8 - E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam.
9 - E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.
10 - E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando.
11 - E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.
12 - E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo.
13 - E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram.
14 - Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.
15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
18 - Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
19 - Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
20 - E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.

Jesus, Filho de Deus

Deixou os céus para me encontrar
Aqui não é o Seu lugar

Um amor assim o mundo não conheceu
Naquele cruz Se entregou
O Teu perdão me alcançou
Um amor assim o mundo não conheceu



No altar de adoração
Seja sempre exaltado
Jesus, Filho de Deus
Deixou Sua glória
Morreu em meu lugar
Jesus, Filho de Deus
Tu És Jesus, Filho de Deus



Levou sobre Si pecado e dor
Venceu a morte e ressuscitou
Um amor assim o mundo não conheceu



Seja exaltado, engrandecido
Seu nome é Santo, Poderoso É
E não há nada que apague o Seu amor

A cruz me libertou (4x)

Salmos 80 06/09/13

1 - TU, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece.
2 - Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos.
3 - Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
4 - Ó SENHOR Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?
5 - Tu os sustentas com pão de lágrimas, e lhes dás a beber lágrimas com abundância.
6 - Tu nos pões em contendas com os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si.
7 - Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
8 - Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste.
9 - Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela deitasse raízes, e encheu a terra.
10 - Os montes foram cobertos da sua sombra, e os seus ramos se fizeram como os formosos cedros.
11 - Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos até ao rio.
12 - Por que quebraste então os seus valados, de modo que todos os que passam por ela a vindimam?
13 - O javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram.
14 - Oh! Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, atende dos céus, e vê, e visita esta vide;
15 - E a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti.
16 - Está queimada pelo fogo, está cortada; pereceu pela repreensão da tua face.
17 - Seja a tua mão sobre o homem da tua destra, sobre o filho do homem, que fortificaste para ti.
18 - Assim nós não te viraremos as costas; guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome.
19 - Faze-nos voltar, SENHOR Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.