terça-feira, 16 de julho de 2013

Capítulos de hoje 16/07/13: Ezequiel 01,02 e 03

Ezequiel 1:1-28
1 - E ACONTECEU no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 - No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim,
3 - Veio expressamente a palavra do SENHOR a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do SENHOR.
4 - Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
5 - E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
6 - E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 - E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
8 - E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
9 - Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
10 - E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.
11 - Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles.
12 - E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 - E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos;
14 - E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago.
15 - E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos.
16 - O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 - Andando elas, andavam pelos seus quatro lados ; não se viravam quando andavam.
18 - E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 - E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
20 - Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 - Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 - E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças.
23 - E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que os cobriam do outro lado.
24 - E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas.
25 - E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 - E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele.
27 - E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele.
28 - Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

Ezequiel 2:1-10
1 - E DISSE-ME: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.
2 - Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.
3 - E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais transgrediram contra mim até este mesmo dia.
4 - E os filhos são de semblante duro, e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS.
5 - E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber, contudo, que esteve no meio deles um profeta.
6 - E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, porque são casa rebelde.
7 - Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.
8 - Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.
9 - Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.
10 - E estendeu-o diante de mim, e ele estava escrito por dentro e por fora; e nele estavam escritas lamentações, e suspiros e ais.

Ezequiel 3:1-27
1 - DEPOIS me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.
2 - Então abri a minha boca, e me deu a comer o rolo.
3 - E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel.
4 - E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras.
5 - Porque tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel;
6 - Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos.
7 - Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração.
8 - Eis que fiz duro o teu rosto contra os seus rostos, e forte a tua fronte contra a sua fronte.
9 - Fiz como diamante a tua fronte, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos, porque são casa rebelde.
10 - Disse-me mais: Filho do homem, recebe no teu coração todas as minhas palavras que te hei de dizer, e ouve-as com os teus ouvidos.
11 - Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e lhes falarás e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS, quer ouçam quer deixem de ouvir.
12 - E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar.
13 - E ouvi o ruído das asas dos seres viventes, que tocavam umas nas outras, e o ruído das rodas defronte deles, e o sonido de um grande estrondo.
14 - Então o Espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu espírito; porém a mão do SENHOR era forte sobre mim.
15 - E fui a Tel-Abibe, aos do cativeiro, que moravam junto ao rio Quebar, e eu morava onde eles moravam; e fiquei ali sete dias, pasmado no meio deles.
16 - E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo:
17 - Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte.
18 - Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
19 - Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
20 - Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
21 - Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
22 - E a mão do SENHOR estava sobre mim ali, e ele me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo.
23 - E levantei-me, e saí ao vale, e eis que a glória do SENHOR estava ali, como a glória que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.
24 - Então entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse: Entra, encerra-te dentro da tua casa.
25 - E quanto a ti, ó filho do homem, eis que porão cordas sobre ti, e te ligarão com elas; não sairás, pois, ao meio deles.
26 - E eu farei que a tua língua se pegue ao teu paladar, e ficarás mudo, e não lhes servirás de repreendedor; porque eles são casa rebelde.
27 - Mas, quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS: Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir, deixe; porque eles são casa rebelde.


Resumo do Livro do Profeta Ezequiel

O PROFETA E O SEU MEIO

Em 2 Rs 24.8 lemos: “Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém.” Esse curtíssimo reinado terminou no ano 597 a.C., quando o rei Nabucodonosor entrou em Jerusalém, despojou todas as suas riquezas e deportou para a Babilônia a maior parte dos seus habitantes: Joaquim, rei de Judá, os aristocratas, os militares e os artesãos qualificados; e, junto com todos eles, as suas famílias (cf. 2Rs 24.8-17). É muito provável que, naquele tempo, entre os componentes daquela primeira deportação, estivesse também o sacerdote Ezequiel, filho de Buzi. Este foi residir às margens do rio Quebar, entre os seus compatriotas cativos, e ali mesmo o Senhor o chamou para exercer o ministério da profecia (cf. 1.1-3).
Recebeu a sua vocação em meio a uma visão que mudou por completo a sua vida. A partir daquele momento, Ezequiel se converteu no porta-voz de Deus junto aos exilados (3.10-11), atividade que desempenhou pelo menos até o ano 571 a.C., ano ao qual corresponde o último dos dados cronológicos contidos no livro. Em uma época de grandes convulsões e mudanças políticas como foi a sua, o profeta, a partir da dura realidade do momento em que vivia (cf. 18.2,31-32), contemplava com tristeza a história das infidelidades de Israel: “A casa de Israel se rebelou contra mim no deserto” (20.13; caps. 16; 20; 23). Contudo, via com esperança um futuro de salvação: “Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus” (36.28; caps. 36—37).
Na realidade, a situação do reino de Judá, que nunca esteve de todo estabilizada depois dos reinados de Davi e Salomão, foi-se tornando cada vez mais difícil, até que no ano 586 a.C. soou a hora do desastre definitivo: Nabucodonosor destruiu Judá, assediou, tomou e arrasou Jerusalém, incendiou o templo e enviou desterrada para a Babilônia a mais representativa parte da população que havia ficado na cidade (2Rs 25.1-21).
Com o passar do tempo, muitos dos exilados acabaram por acomodar-se à sua situação, porque na Babilônia desfrutavam de uma relativa liberdade que lhes permitia formar família, trabalhar, negociar, criar riqueza e, inclusive, alcançar cargos importantes. Com efeito, houve igualmente muitos que, protegidos pelo edito do rei Ciro, voltaram à Palestina, à Terra Prometida e à saudosa Jerusalém, a “cidade de Deus” (Sl 46.4).
O profeta Ezequiel foi, sem dúvida, uma das pessoas que mais contribuíram para manter vivo entre os judeus do exílio o desejo pelo retorno. Essas ânsias de regresso eram necessárias para empreender a reconstrução da cidade e do templo. Além disso, eram indispensáveis para evitar que o povo chegasse a perder a sua identidade nacional, por causa da permanência durante um tempo excessivo em um lugar tão cheio de atrativos, como era então a Babilônia, o mais brilhante centro político e cultural do Oriente Médio (cf. Sl 137).


O LIVRO E A SUA MENSAGEM
Na primeira etapa do seu ministério, antes que Jerusalém fosse destruída, como é indicado no livro de Ezequiel (Ez), o profeta já havia anunciado que a ruína da cidade se aproximava irremediavelmente (9.8-10). A história do povo de Israel era por inteiro uma série de infidelidades ao Senhor, a quem por várias vezes abandonaram para prestar honras a deuses estranhos. Mas a cidade de Jerusalém era onde se dava a maior concentração de maldades (caps. 8—12), um lugar cheio de crimes que a justiça de Deus não podia deixar impune (22).
Ezequiel queria dar vigor à mensagem que pregava, para fazê-la calar mais fundo no coração dos seus ouvintes, freqüentemente rebeldes e céticos. Como possuía uma voz suave (33.32), os surpreendia, às vezes, com estranhas dramatizações, com atos simbólicos (caps. 4—5) que os convidavam a perguntar-lhe: “Não nos farás saber o que significam estas coisas que estás fazendo?” (24.19).
A queda de Jerusalém veio demonstrar a autenticidade das profecias de Ezequiel (33.21-22). Naqueles momentos, o seu prestígio alcançou provavelmente a mais elevada consideração por parte dos seus compatriotas exilados. De forma especial, a missão do profeta consistiu em fazer as pessoas compreenderem as verdadeiras causas do desastre sofrido, bem como em prepará-las para a obra de reedificação à qual os repatriados haveriam de dedicar-se (36.16-19). E não há dúvidas de que o seu ministério contribuiu, em grande medida, para fazer do exílio na Babilônia precisamente uma das épocas mais fecundas da história do povo de Deus. Ezequiel via no desterro babilônico uma espécie de regresso ao êxodo do Egito, àquele deserto que Israel teve de atravessar antes de entrar em Canaã. E agora, do desterro na Babilônia, haveria de sair, purificado, o novo povo de Deus (20.34-38).
Os temas da pregação de Ezequiel naquele período da sua atividade encerram uma grande riqueza doutrinal, baseada na esperança da salvação que havia de chegar. Ele anuncia que o povo disperso seria reunido novamente e conduzido à Terra Prometida (34.13; 36.24). Como o pastor apascenta as suas ovelhas, assim o apascentará o Senhor e o guiará a lugares de descanso: “Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o Senhor Deus” (34.15). Particularmente significativa é a linguagem do profeta quando se refere à transformação que o Senhor há de realizar no povo resgatado do exílio: “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (36.25-27).
A pregação de Ezequiel, enquanto se refere primeiro ao exílio e depois à restauração de Judá e Jerusalém, está contida nas respectivas seções dos caps. 4—24 e 33—39. Entre elas se intercala uma série de profecias dirigidas contra cidades e nações pagãs relacionadas com Israel (caps. 25—32), pois, mesmo que em algum momento Deus tenha se servido dos pagãos como instrumentos da sua ira, a soberba e a crueldade com que se conduziram os fizeram credores do castigo que haveriam de sofrer.
Diz-se que na pessoa de Ezequiel convivem o profeta e o sacerdote, o homem contemplativo e o de ação, o poeta e o raciocinador, o anunciador de males e o arauto da salvação. Tal riqueza de personalidade se revela na sua mensagem profética, igualmente rica e complexa. Na sua condição de profeta, Ezequiel estava persuadido de haver sido chamado a estar como atalaia sobre Israel em um dos períodos mais críticos da sua história nacional: “veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel” (3.16-21; 33.1-9). Ao mesmo tempo, na sua condição de sacerdote, anela pelo retorno da glória do Senhor ao templo de Jerusalém (43.1-5; cf. 10.18-22) e revela um grande horror por tudo quanto significa impureza ritual (4.14) e uma extrema minúcia na distinção entre o sagrado e o profano (43.6—46.24).
Os caps. finais (40—48) contêm uma visão do profeta em referência à situação do povo de Israel, quando, no futuro, se reorganizasse como nação e voltasse a celebrar o culto no templo restaurado (40; 43.7,18).


ESBOÇO:
1. Vocação de Ezequiel (1.1—3.27)
2. Profecias sobre a queda de Jerusalém (4.1—24.27)
3. Profecias contra as nações pagãs (25.1—32.32)
4. A restauração de Israel (33.1—39.29)
5. O novo templo na Jerusalém futura (40.1—48.35)


Ezequiel

Livro do Profeta Ezequiel – 3 capítulos por dia

Salmo: 1 salmo por dia


Salmos 29 16/07/13


1 - DAI ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força.
2 - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.
3 - A voz do SENHOR ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas.
4 - A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.
5 - A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano.
6 - Ele os faz saltar como um bezerro; ao Líbano e Siriom, como filhotes de bois selvagens.
7 - A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo.
8 - A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
9 - A voz do SENHOR faz parir as cervas, e descobre as brenhas; e no seu templo cada um fala da sua glória.
10 - O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei, perpetuamente.
11 - O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capítulos de hoje 15/07/13: Lamentações 01,02,03,04 e 05

Lamentações 1:1-22
1 - COMO está sentada solitária aquela cidade, antes tão populosa! Tornou-se como viúva, a que era grande entre as nações! A que era princesa entre as províncias, tornou-se tributária!
2 - Chora amargamente de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os seus amantes; todos os seus amigos se houveram aleivosamente com ela, tornaram-se seus inimigos.
3 - Judá passou em cativeiro por causa da aflição, e por causa da grande servidão; ela habita entre os gentios, não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam entre as suas dificuldades.
4 - Os caminhos de Sião pranteiam, porque não há quem venha à festa solene; todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes suspiram; as suas virgens estão tristes, e ela mesma tem amargura.
5 - Os seus adversários têm sido feitos chefes, os seus inimigos prosperam; porque o SENHOR a afligiu, por causa da multidão das suas transgressões; os seus filhinhos foram para o cativeiro na frente do adversário.
6 - E da filha de Sião já se foi toda a sua formosura; os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham sem força adiante do perseguidor.
7 - Lembra-se Jerusalém, nos dias da sua aflição e dos seus exílios, de todas as suas mais queridas coisas, que tivera desde os tempos antigos; quando caía o seu povo na mão do adversário, e não havia quem a socorresse; os adversários a viram, e fizeram escárnio da sua ruína.
8 - Jerusalém gravemente pecou, por isso se fez errante; todos os que a honravam, a desprezaram, porque viram a sua nudez; ela também suspira e volta para trás.
9 - A sua imundícia está nas suas saias; nunca se lembrou do seu fim; por isso foi pasmosamente abatida, não tem consolador; vê, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo se tem engrandecido.
10 - Estendeu o adversário a sua mão a todas as coisas mais preciosas dela; pois ela viu entrar no seu santuário os gentios, acerca dos quais mandaste que não entrassem na tua congregação.
11 - Todo o seu povo anda suspirando, buscando o pão; deram as suas coisas mais preciosas a troco de mantimento para restaurarem a alma; vê, SENHOR, e contempla, que sou desprezível.
12 - Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o SENHOR me afligiu, no dia do furor da sua ira.
13 - Desde o alto enviou fogo a meus ossos, o qual se assenhoreou deles; estendeu uma rede aos meus pés, fez-me voltar para trás, fez-me assolada e enferma todo o dia.
14 - O jugo das minhas transgressões está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço, e ele abateu a minha força; entregou-me o Senhor nas mãos daqueles a quem não posso resistir.
15 - O Senhor atropelou todos os meus poderosos no meio de mim; convocou contra mim uma assembléia, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisou como num lagar a virgem filha de Judá.
16 - Por estas coisas eu ando chorando; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão assolados, porque prevaleceu o inimigo.
17 - Estende Sião as suas mãos, não há quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda.
18 - Justo é o SENHOR, pois me rebelei contra o seu mandamento; ouvi, pois, todos os povos, e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro.
19 - Chamei os meus amantes, mas eles me enganaram; os meus sacerdotes e os meus anciãos expiraram na cidade; enquanto buscavam para si mantimento, para restaurarem a sua alma.
20 - Olha, SENHOR, porque estou angustiada; turbadas estão as minhas entranhas; o meu coração está transtornado dentro de mim, porque gravemente me rebelei; fora me desfilhou a espada, em casa está a morte.
21 - Ouviram que eu suspiro, mas não tenho quem me console; todos os meus inimigos que souberam do meu mal folgam, porque tu o fizeste; mas, em trazendo tu o dia que apregoaste, serão como eu.
22 - Venha toda a sua maldade diante de ti, e faze-lhes como me fizeste a mim por causa de todas as minhas transgressões; porque os meus suspiros são muitos, e o meu coração está desfalecido.

Lamentações 2:1-22
1 - COMO cobriu o Senhor de nuvens na sua ira a filha de Sião! Derrubou do céu à terra a glória de Israel, e não se lembrou do escabelo de seus pés, no dia da sua ira.
2 - Devorou o Senhor todas as moradas de Jacó, e não se apiedou; derrubou no seu furor as fortalezas da filha de Judá, e abateu-as até à terra; profanou o reino e os seus príncipes.
3 - No furor da sua ira cortou toda a força de Israel; retirou para trás a sua destra de diante do inimigo; e ardeu contra Jacó, como labareda de fogo que consome em redor.
4 - Armou o seu arco como inimigo, firmou a sua destra como adversário, e matou tudo o que era formoso à vista; derramou a sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião.
5 - Tornou-se o Senhor como inimigo; devorou a Israel, devorou a todos os seus palácios, destruiu as suas fortalezas; e multiplicou na filha de Judá a lamentação e a tristeza.
6 - E arrancou o seu tabernáculo com violência, como se fosse a de uma horta; destruiu o lugar da sua congregação; o SENHOR, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e o sábado, e na indignação da sua ira rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote.
7 - Rejeitou o Senhor o seu altar, detestou o seu santuário; entregou na mão do inimigo os muros dos seus palácios; deram gritos na casa do SENHOR, como em dia de festa solene.
8 - Intentou o SENHOR destruir o muro da filha de Sião; estendeu o cordel sobre ele, não retirou a sua mão destruidora; fez gemer o antemuro e o muro; estão eles juntamente enfraquecidos.
9 - As suas portas caíram por terra; ele destruiu e quebrou os seus ferrolhos; o seu rei e os seus príncipes estão entre os gentios, onde não há lei, nem os seus profetas acham visão alguma do SENHOR.
10 - Estão sentados na terra, silenciosos, os anciãos da filha de Sião; lançam pó sobre as suas cabeças, cingiram sacos; as virgens de Jerusalém abaixam as suas cabeças até à terra.
11 - Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade.
12 - Ao desfalecerem, como feridos, pelas ruas da cidade, ao exalarem as suas almas no regaço de suas mães, perguntam a elas: Onde está o trigo e o vinho?
13 - Que testemunho te trarei? A quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para te consolar, ó virgem filha de Sião? Porque grande como o mar é a tua quebradura; quem te sarará?
14 - Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão.
15 - Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?
16 - Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos; achamo-lo, vimo-lo.
17 - Fez o SENHOR o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.
18 - O coração deles clamou ao Senhor: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.
19 - Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas.
20 - Vê, ó SENHOR, e considera a quem fizeste assim! Hão de comer as mulheres o fruto de si mesmas, as crianças que trazem nos braços? Ou matar-se-á no santuário do Senhor o sacerdote e o profeta?
21 - Jazem por terra pelas ruas o moço e o velho, as minhas virgens e os meus jovens vieram a cair à espada; tu os mataste no dia da tua ira; mataste e não te apiedaste.
22 - Convocaste os meus temores em redor como num dia de solenidade; não houve no dia da ira do SENHOR quem escapasse, ou ficasse; aqueles que eu trouxe nas mãos e sustentei, o meu inimigo os consumiu.

Lamentações 3:1-66
1 - EU sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor.
2 - Ele me guiou e me fez andar em trevas e não na luz.
3 - Deveras fez virar e revirar a sua mão contra mim o dia todo.
4 - Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, quebrou os meus ossos.
5 - Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho.
6 - Assentou-me em lugares tenebrosos, como os que estavam mortos há muito.
7 - Cercou-me de uma sebe, e não posso sair; agravou os meus grilhões.
8 - Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração.
9 - Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
10 - Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos.
11 - Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado.
12 - Armou o seu arco, e me pôs como alvo à flecha.
13 - Fez entrar nos meus rins as flechas da sua aljava.
14 - Fui feito um objeto de escárnio para todo o meu povo, e a sua canção todo o dia.
15 - Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absinto.
16 - Quebrou com cascalho os meus dentes, abaixou-me na cinza.
17 - E afastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem.
18 - Então disse eu: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no SENHOR.
19 - Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel.
20 - Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim.
21 - Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei.
22 - As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 - Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
24 - A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele.
25 - Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
26 - Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.
27 - Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28 - Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele.
29 - Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30 - Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta.
31 - Pois o Senhor não rejeitará para sempre.
32 - Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.
33 - Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens.
34 - Pisar debaixo dos seus pés a todos os presos da terra,
35 - Perverter o direito do homem perante a face do Altíssimo;
36 - Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?
37 - Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
38 - Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem?
39 - De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.
40 - Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR.
41 - Levantemos os nossos corações com as mãos para Deus nos céus, dizendo:
42 - Nós transgredimos, e fomos rebeldes; por isso tu não perdoaste.
43 - Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste.
44 - Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração.
45 - Como escória e refugo nos puseste no meio dos povos.
46 - Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua boca.
47 - Temor e laço vieram sobre nós, assolação e destruição.
48 - Torrentes de água derramaram os meus olhos, por causa da destruição da filha do meu povo.
49 - Os meus olhos choram, e não cessam, porque não há descanso,
50 - Até que o SENHOR atente e veja desde os céus.
51 - Os meus olhos entristecem a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade.
52 - Como ave me caçam os que, sem causa, são meus inimigos.
53 - Cortaram-me a vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim.
54 - Águas correram sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado.
55 - Invoquei o teu nome, SENHOR, desde a mais profunda masmorra.
56 - Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor.
57 - Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
58 - Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, remiste a minha vida.
59 - Viste, SENHOR, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60 - Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim.
61 - Ouviste a sua afronta, SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim,
62 - Os lábios dos que se levantam contra mim e os seus desígnios me são contrários todo o dia.
63 - Observa-os ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua música.
64 - Tu lhes darás recompensa, SENHOR, conforme a obra das suas mãos.
65 - Tu lhes darás ânsia de coração, maldição tua sobre eles.
66 - Na tua ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos céus do SENHOR.

Lamentações 4:1-22

1 - COMO se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro puro e bom! Como estão espalhadas as pedras do santuário sobre cada rua!
2 - Os preciosos filhos de Sião, avaliados a puro ouro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro!
3 - Até os chacais abaixam o peito, dão de mamar aos seus filhos; mas a filha do meu povo tornou-se cruel como os avestruzes no deserto.
4 - A língua do que mama fica pegada pela sede ao seu paladar; os meninos pedem pão, e ninguém lho reparte.
5 - Os que comiam comidas finas agora desfalecem nas ruas; os que se criaram em carmesim abraçam monturos.
6 - Porque maior é a iniqüidade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, a qual foi subvertida como num momento, sem que mãos lhe tocassem.
7 - Os seus nobres eram mais puros do que a neve, mais brancos do que o leite, mais vermelhos de corpo do que os rubis, e mais polidos do que a safira.
8 - Mas agora escureceu-se o seu aspecto mais do que o negrume; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se, tornou-se como um pau.
9 - Os mortos à espada foram mais ditosos do que os mortos à fome; porque estes morreram lentamente, por falta dos frutos dos campos.
10 - As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha do meu povo.
11 - Deu o SENHOR cumprimento ao seu furor; derramou o ardor da sua ira, e acendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos.
12 - Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém.
13 - Foi por causa dos pecados dos profetas, das maldades dos seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos no meio dela.
14 - Vagueiam como cegos nas ruas, andam contaminados de sangue; de tal sorte que ninguém pode tocar nas suas roupas.
15 - Desviai-vos, imundos! gritavam-lhes; desviai-vos, desviai-vos, não toqueis! quando fugiram e também andaram errantes, dizia-se entre os gentios: Nunca mais morarão aqui.
16 - A face indignada do SENHOR os espalhou, ele nunca mais tornará a olhar para eles; não respeitaram a pessoa dos sacerdotes, nem se compadeceram dos velhos.
17 - Os nossos olhos desfaleciam, esperando o nosso vão socorro; olhávamos atentamente para uma nação que não nos podia livrar.
18 - Espiaram os nossos passos, de maneira que não podíamos andar pelas nossas ruas; está chegado o nosso fim, estão cumpridos os nossos dias, porque é vindo o nosso fim.
19 - Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as águias dos céus; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas.
20 - O fôlego das nossas narinas, o ungido do SENHOR, foi preso nas suas covas; dele dizíamos: Debaixo da sua sombra viveremos entre os gentios.
21 - Regozija-te e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz; o cálice passará também para ti; embebedar-te-ás, e te descobrirás.
22 - O castigo da tua maldade está consumado, ó filha de Sião; ele nunca mais te levará para o cativeiro; ele visitará a tua maldade, ó filha de Edom, descobrirá os teus pecados.

Lamentações 5:1-22
1 - LEMBRA-TE, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera, e olha o nosso opróbrio.
2 - A nossa herança passou a estrangeiros, e as nossas casas a forasteiros.
3 - Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.
4 - A nossa água por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha.
5 - Os nossos perseguidores estão sobre os nossos pescoços; estamos cansados, e não temos descanso.
6 - Aos egípcios e aos assírios estendemos as mãos, para nos fartarem de pão.
7 - Nossos pais pecaram, e já não existem; e nós levamos as suas maldades.
8 - Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre da sua mão.
9 - Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto.
10 - Nossa pele se queimou como um forno, por causa do ardor da fome.
11 - Forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá.
12 - Os príncipes foram enforcados pelas mãos deles; as faces dos velhos não foram reverenciadas.
13 - Aos jovens obrigaram a moer, e os meninos caíram debaixo das cargas de lenha.
14 - Os velhos já não estão mais às portas, os jovens já deixaram a sua música.
15 - Cessou o gozo de nosso coração; converteu-se em lamentação a nossa dança.
16 - Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós! porque pecamos.
17 - Por isso desmaiou o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos.
18 - Pelo monte de Sião, que está assolado, andam as raposas.
19 - Tu, SENHOR, permaneces eternamente, e o teu trono subsiste de geração em geração.
20 - Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo?
21 - Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.
22 - Mas tu nos rejeitaste totalmente. Tu estás muito enfurecido contra nós.




Livro Lamentações do Profeta Jeremias – 3 capítulos por dia
Salmos: 1 salmo por dia 



Resumo de Lamentações de Jeremias

O TÍTULO DO LIVRO
O título deste livro procede da versão grega do Antigo Testamento, a Septuaginta. Ali, se denomina Zrénoi (“cantos fúnebres”, “lamentações”, “canções tristes”). Já a Bíblia Hebraica o intitula Eijah (“Que...!”), seguindo o uso judaico de nomear os livros pelo vocábulo inicial de cada um deles. Contudo, uma tradição hebraica o havia anteriormente intitulado com o termo “Qinot”, que assim como o grego, significa “cantos”, “lamentações”, “cantos de lamento por um morto” (cf. 2Cr 35.25). Com esse mesmo termo foram designados, mais tarde, os poemas compostos por ocasião de uma grande desgraça ou uma catástrofe nacional (Jr 7.29; 9.10-11,17-21; Am 5.1-2).
No original hebraico, este livro não contém indicação alguma que permita relacioná-lo com Jeremias. Assim como sucede com o título, a referência ao profeta aparece na versão grega LXX em uma nota preliminar, que diz: “Sucedeu, quando Israel foi levado cativo e Jerusalém assolada, que Jeremias, chorando, se assentou e entoou esta lamentação sobre Jerusalém, dizendo:...” A nota do texto grego depois foi incluída na Vulgata (versão latina), e assim se deu força para que o livro se tornasse tradicionalmente conhecido como Lamentações de Jeremias.

OS MOTIVOS DO LIVRO
O contexto histórico dos cinco poemas que compõem Lamentações (Lm) é a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 586 a.C. (2Rs 25.1-21). Esse triste episódio começou a ser recordado, algum tempo depois, pelo povo que mostrava a sua aflição com orações, jejuns e outras formas de expressar dor (cf. Jr 41.5; Zc 7.3; 8.19). Além disso, junto às ruínas do Templo, celebrava-se determinadas cerimônias para manter desperta a memória daquela grande tragédia e, no próprio tempo a esperança da restauração nacional anunciada pelos profetas (cf. Jr 30.1—31.40).

O LIVRO E SUA MENSAGEM
Este livro é formado por cinco poemas que captam o espírito e os sentimentos que animavam tais celebrações cobertas de luto. Jerusalém, “a cidade outrora populosa”, “a que foi grande entre as nações”, é representada neles como uma mulher que ficou viúva (1.1), como uma mãe que vê desfalecer e morrer de fome os seus filhos ainda pequenos (2.19,22). Mas, Lamentações não se limita a chorar o desastre de Judá e de Jerusalém; vez por outra, leva o povo a reconhecer a sua própria responsabilidade e a confessar-se culpado diante do Senhor: “Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante; todos os que a honravam a desprezam, porque lhe viram a nudez; ela também geme e se retira envergonhada” (1.8; ver também 1.14,20; 3.42; 4.6). Acima de tudo, o povo reconhece que Judá e Jerusalém mereceram a severidade com que as tratou o Senhor, e que ele nunca deixou de atuar com perfeita justiça (1.18).
Assim, Lamentações contém não somente expressões de dor pessoal ou coletiva (cf. 1.12-16; 3.43-47; 5.1-22), mas também outras que dão testemunho da profunda fé do poeta que as criou e da sua total confiança no Senhor (3.21-24,26). A elas se unem cânticos de louvor (5.19), ações de graças (3.55-57) e exortações a reconhecer com sinceridade de coração que os acontecimentos adversos que sobrevieram são, em última análise, a conseqüência indubitável de rebeldias cometidas (3.40-42).

A FORMA LITERÁRIA
Os quatro primeiros poemas correspondem aos quatro primeiros caps. de Lamentações, cada um dos quais se compõe de 22 estrofes dispostas alfabeticamente em forma de acróstic, isto é, a letra inicial de cada estrofe se ajusta à ordem estabelecida no alfabeto hebraico (da mesma maneira como ocorre em alguns salmos e em outras composições poéticas do Antigo Testamento). Quanto, ao quinto poema de Lamentações, não apresenta a característica alfabética dos quatro anteriores; mas, curiosamente também foi composto dentro do referido esquema de 22 estrofes.


ESBOÇO:
1. Tristeza da Sião cativa (1.1-22)
2. As tristezas de Sião vêm do Senhor (2.1-22)
3. Esperança de libertação através da misericórdia de Deus (3.1-66)
4. O castigo de Sião consumado (4.1-22)
5. Oração do povo afligido (5.1-22)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Salmos 28 11/07/13


1 - A TI clamarei, ó SENHOR, Rocha minha; não emudeças para comigo; não aconteça, calando-te tu para comigo, que eu fique semelhante aos que descem ao abismo.
2 - Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo.
3 - Não me arrastes com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm mal nos seus corações.
4 - Dá-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; torna-lhes a sua recompensa.
5 - Porquanto não atentam às obras do SENHOR, nem à obra das suas mãos; pois que ele os derrubará e não os reedificará.
6 - Bendito seja o SENHOR, porque ouviu a voz das minhas súplicas.
7 - O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei.
8 - O SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.
9 - Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre.

Louvor e Adoração: Lugares Altos

Vem e toma o Teu lugar

Tens minha vida como altar
Um trono de louvor
Entrego a Ti Senhor meu Deus


Guarda o meu coração no Teu jardim particular
Vem regar-me com Tua unção
Pra que eu possa exalar Teu Ser


Da-me tuas asas pra te alcançar
Nos lugares altos aonde Tu estás
Estas ascentado acima de todos
Tão grande Tu és mais mesmo assim habitas em mim

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Louvor e Adoração: Deus chama todos os povos

Salmos 27 01/07/13

1 - O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?
2 - Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.
3 - Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.
4 - Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.
5 - Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha.
6 - Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.
7 - Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.
8 - Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
9 - Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10 - Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.
11 - Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.
12 - Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.
13 - Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
14 - Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

Louvor e Adoração: Maravilhosa Graça

Salmos 26 30/06/13

1 - JULGA-ME, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.
2 - Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração.
3 - Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.
4 - Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.
5 - Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios.
6 - Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar.
7 - Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.
8 - SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.
9 - Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos,
10 - Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.
11 - Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.
12 - O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.

sábado, 29 de junho de 2013

Louvor e Adoração: Lava o meu interior

Salmos 25 29/06/13

1 - A TI, SENHOR, levanto a minha alma.
2 - Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim.
3 - Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa.
4 - Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas.
5 - Guia-me na tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.
6 - Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.
7 - Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR.
8 - Bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores.
9 - Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.
10 - Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.
11 - Por amor do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.
12 - Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.
13 - A sua alma pousará no bem, e a sua semente herdará a terra.
14 - O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.
15 - Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede.
16 - Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.
17 - As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos.
18 - Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.
19 - Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me odeiam com ódio cruel.
20 - Guarda a minha alma, e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti.
21 - Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti.
22 - Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Louvor e Adoração: Lugares Altos

Salmos 24 28/06/13

1 - DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.
2 - Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios.
3 - Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo?
4 - Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.
5 - Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação.
6 - Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá.)
7 - Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
8 - Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
9 - Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
10 - Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Salmos 23 27/06/13


1 - O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
2 - Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3 - Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
4 - Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5 - Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
6 - Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Salmos 22 26/06/13


1 - DEUS meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?
2 - Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego.
3 - Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel.
4 - Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.
5 - A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos.
6 - Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo.
7 - Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo:
8 - Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.
9 - Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe.
10 - Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.
11 - Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude.
12 - Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam.
13 - Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge.
14 - Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas.
15 - A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte.
16 - Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés.
17 - Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam.
18 - Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.
19 - Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me.
20 - Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão.
21 - Salva-me da boca do leão; sim, ouviste-me, das pontas dos bois selvagens.
22 - Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.
23 - Vós, que temeis ao SENHOR, louvai-o; todos vós, semente de Jacó, glorificai-o; e temei-o todos vós, semente de Israel.
24 - Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.
25 - O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.
26 - Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente.
27 - Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao SENHOR; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face.
28 - Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações.
29 - Todos os que na terra são gordos comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; e nenhum poderá reter viva a sua alma.
30 - Uma semente o servirá; será declarada ao Senhor a cada geração.
31 - Chegarão e anunciarão a sua justiça ao povo que nascer, porquanto ele o fez.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Salmos 21 25/06/13

1 - O REI se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.
2 - Cumpriste-lhe o desejo do seu coração, e não negaste as súplicas dos seus lábios. (Selá.)
3 - Pois vais ao seu encontro com as bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.
4 - Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.
5 - Grande é a sua glória pela tua salvação; glória e majestade puseste sobre ele.
6 - Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.
7 - Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.
8 - A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua mão direita alcançará aqueles que te odeiam.
9 - Tu os farás como um forno de fogo no tempo da tua ira; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.
10 - Seu fruto destruirás da terra, e a sua semente dentre os filhos dos homens.
11 - Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.
12 - Assim que tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.
13 - Exalta-te, SENHOR, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Salmos 20 24/06/13

1 - O SENHOR te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja.
2 - Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha desde Sião.
3 - Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos. (Selá.)
4 - Conceda-te conforme ao teu coração, e cumpra todo o teu plano.
5 - Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o SENHOR todas as tuas petições.
6 - Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita.
7 - Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.
8 - Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé.
9 - Salva-nos, SENHOR; ouça-nos o rei quando clamarmos.

domingo, 23 de junho de 2013

Salmos 19 23/06/13


1 - OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.
3 - Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.
4 - A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,
5 - O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.
6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.
7 - A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.
8 - Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.
9 - O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.
10 - Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.
11 - Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.
12 - Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.
13 - Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.
14 - Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!

sábado, 22 de junho de 2013

Louvor e Adoração: Salmo 96

Salmos 18 22/06/13

1 - EU te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha.
2 - O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.
3 - Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos.
4 - Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram.
5 - Tristezas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.
6 - Na angústia invoquei ao SENHOR, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face.
7 - Então a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.
8 - Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.
9 - Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.
10 - E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.
11 - Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.
12 - Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.
13 - E o SENHOR trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve saraiva e brasas de fogo.
14 - Mandou as suas setas, e as espalhou; multiplicou raios, e os desbaratou.
15 - Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, ao sopro das tuas narinas.
16 - Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas.
17 - Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.
18 - Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo.
19 - Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.
20 - Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.
21 - Porque guardei os caminhos do SENHOR, e não me apartei impiamente do meu Deus.
22 - Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos.
23 - Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniqüidade.
24 - Assim que retribuiu-me o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.
25 - Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero;
26 - Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.
27 - Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos altivos.
28 - Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR meu Deus iluminará as minhas trevas.
29 - Porque contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha.
30 - O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.
31 - Porque quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus?
32 - Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.
33 - Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas minhas alturas.
34 - Ensina as minhas mãos para a guerra, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre.
35 - Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu.
36 - Alargaste os meus passos debaixo de mim, de maneira que os meus artelhos não vacilaram.
37 - Persegui os meus inimigos, e os alcancei; não voltei senão depois de os ter consumido.
38 - Atravessei-os de sorte que não se puderam levantar; caíram debaixo dos meus pés.
39 - Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram.
40 - Deste-me também o pescoço dos meus inimigos para que eu pudesse destruir os que me odeiam.
41 - Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu.
42 - Então os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas.
43 - Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos gentios; um povo que não conheci me servirá.
44 - Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim.
45 - Os estranhos descairão, e terão medo nos seus esconderijos.
46 - O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação.
47 - É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita os povos debaixo de mim;
48 - O que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento.
49 - Assim que, ó SENHOR, te louvarei entre os gentios, e cantarei louvores ao teu nome,
50 - Pois engrandece a salvação do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua semente para sempre.